
SINES
Um pouco sobre Sines
Sines é uma cidade portuguesa do distrito de Setúbal, região do Alentejo e sub-região do Alentejo Litoral. É sede do município de Sines com 203,30 km² de área e 14 200 habitantes, subdividido em 2 freguesias (Sines e Porto Covo).
O município é limitado a norte e leste pelo município de Santiago do Cacém, a sul por Odemira e a oeste tem litoral no Oceano Atlântico. O litoral do município, para sul de São Torpes, faz parte do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina.
História
Da Pré-História aos dias de hoje foram o mar e os seus recursos que definiram a economia, a cultura, a composição e até o caráter das gentes de Sines.
Há vestígios da existência de populações humanas em Sines desde a Pré-História, sobretudo do Neolítico e da Idade do Bronze. Ainda hoje é possível ver essas marcas longínquas dos "primeiros sinienses" em estações arqueológicas como Palmeirinha, Quitéria e Pessegueiro ("Cemitério dos Mouros"), no sul do concelho.
Do período da Idade do Ferro, a presença celta é uma hipótese colocada pelo historiador Arnaldo Soledade, que no seu livro "Sines Terra de Vasco da Gama" elabora sobre a possibilidade de ter existido m castro onde é hoje o Castelo e de a toponímia de Sines ter como origem o povo "cineto". Mais nítida é a marca deixada pelos Cartagineses, que aponta para a relevância comercial desta zona mesmo antes da chegada dos Romanos. Em 1966, é achado numa herdade do concelho o vestígio mais espetacular da colónia púnica em Sines: o Tesouro do Gaio, que pode ser visto atualmente no Museu de Sines.
O povoamento estável do coração de Sines - zona do castelo - começa com os Romanos. As qualidades da baía - protegida das nortadas - num litoral alentejano com pouco abrigos naturais tornam-na o porto da cidade de Miróbriga, a 17km. Uma das hipóteses de origem da toponímia de Sines deriva, aliás, do étimo latino "sinus", que significa baía ou seio, a configuração do cabo visto do alto do Monte Chãos. No período romano, Sines torna-se também um centro de produção de salga de peixe, função em que é progressivamente substituída pela Ilha do Pessegueiro, cujo canal era outro raro ponto abrigado da costa alentejana.
A Alta Idade Média é o período mais obscuro da história de Sines. Um conjunto notável de cantarias encontradas em vários monumentos da cidade, retiradas de uma basílica do século XVII, atestam a presença visigótica neste local, mas os vestígios da ocupação árabe são reduzidos, o que poderá significar que Sines é abandonada nesse período.

Santiago do Cacém
Um pouco sobre Santiago do Cacém
Santiago do Cacém é uma cidade no distrito de Setúbal, região do Alentejo e sub-região do Alentejo Litoral, com uma população residente de cerca 6 000 habitantes (2021). O seu nome deriva do Governador Mouro Kassim e da Ordem de Santiago.
É sede do município de Santiago do Cacém, um dos maiores municípios de Portugal com 1 059,77 km² de área e 27 773 habitantes (2021), subdividido em 8 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Grândola, a nordeste por Ferreira do Alentejo, a leste por Aljustrel, a sul por Ourique e Odemira e a oeste por Sines e tem litoral no oceano Atlântico.
História
Santiago do Cacém tornou-se sede de concelho em 1512, data em que lhe foi concedida por D. Manuel I a carta de foral. Em 1594, a vila e o castelo foram doados por D. Filipe II aos Duques de Aveiro. Em 1759, passou a pertencer à Coroa e, em 1832, definitivamente ao Estado. Do concelho fizeram parte as freguesias de Santa Catarina do Vale, Melides, Vila Nova de Milfontes e a actual cidade de Sines, autónoma a partir de 1834. Actualmente tem 8 freguesias, incluindo a histórica vila de Alvalade, detentora de foral manuelino.
Depois da notável expansão urbana que apresentou no séc. XVIII, o concelho afirmou-se destacadamente na região durante as invasões francesas, discordando das juntas de Beja e Faro e procurando concentrar na zona de Melides/Comporta/Alcácer, considerada o ponto estratégico de defesa do Alentejo, o maior número possível de homens armados.
No séc. XIX, no tempo dos morgadios, Santiago do Cacém era uma pequena corte, onde os senhores da terra praticavam o luxo e a ostentação. As opulentas casas dos condes do Bracial, de La Cerda, de Beja, do capitão-mor, dos condes de Avillez, Fonseca Achaiolli e outras dominavam a vila e outras terras alentejanas. Os seguintes factos traduzem não só a riqueza dos Senhores, como o guindar da vida florescente e pitoresca da primeira metade do século XX aos destaques do país:- Em 1895 chega a Portugal o primeiro automóvel. É propriedade do Conde de Avilez, de Santiago do Cacém; – O primeiro Rolls Royce que veio para Portugal, veio também para Santiago do Cacém, propriedade de José Sande Champalimaud; – O registo n.º 1 para automóveis, passado pelo Ministério das Obras Públicas em 1904 para Santiago do Cacém, em nome de Augusto Teixeira de Aragão.
